Saudação!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Evangelizar .. Por quê??

 

A expressão por que é usada para expressar razão, motivo, ou propósito. Isto é, ela tanto pode indicar a motivação que nos leva a fazer algo, como o para quê fazemos algo. É compreensível que a expressão seja usada assim, pois muitas vezes o motivo e propósito são confundidos. Exemplos: um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque ama o filho, neste caso sua motivação é o amor. Ou um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque quer que ele passe no vestibular, neste caso o motivo é seu propósito: o sucesso do filho. Mas ainda, um pai pode ter a motivação do amor e o propósito do sucesso ao mesmo tempo.

Esta confusão ocorre com muita freqüência na vida. Muitas vezes fazemos do para quê o nosso porquê. Inclusive na evangelização. Evangelizar é proclamar a mensagem que se encontra na Bíblia, como as boas notícias que Deus tem para o homem. Estas notícias são que Deus realizou a nossa salvação através da morte e ressurreição de Cristo. E diante disto as pessoas são convocadas ao arrependimento (abandono dos pecados) e à fé (aceitação da salvação e perdão que Deus oferece gratuitamente em Cristo). Neste artigo veremos o porquê (a razão, motivo) devemos evangelizar. Num futuro veremos o para quê. 

A maior motivação para evangelizarmos é o amor a Deus. Este deve ser o combustível que nos move a proclamar a salvação. 

Quando amamos alguém queremos fazer algo que alegre esta pessoa. Deus se alegra quando as pessoas ouvem o que Ele fez por elas, Ele tem prazer na conversão delas. Falando através do profeta Ezequiel, Deus menciona por três vezes que não tem prazer na morte do pecador, mas que Seu prazer é que este se converta e viva (Ez. 18.23,32; 33.11). Se amamos a Deus faremos o que lhe dá prazer: evangelizar. 

Quando amamos cooperamos com a tarefa que a pessoa amada realiza, a não ser que ela não queira nossa cooperação. Deus está empenhado na tarefa de comunicar ao homem o evangelho, as boas novas da salvação. Em Atos 17.30, o apóstolo Paulo diz que Deus anuncia (no original a palavra tem composição semelhante a evangelizar) a todos os homens em todos os lugares que se arrependam. Deus enviou e ungiu Jesus para evangelizar (Lucas 4.18). E Deus quer a nossa cooperação nesta tarefa. Antes de Jesus subir ao céu Ele comunicou esta ordem: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Se amamos a Deus cooperaremos com Ele nesta tarefa que é: evangelizar.

Uma segunda motivação para nossa evangelização é o amor ao próximo. Quando amamos queremos que a pessoa amada tenha o melhor. A maior bem que qualquer pessoa pode ter é o evangelho. Não há tesouro maior. Jesus comparou o evangelho a um tesouro pelo qual o homem dá tudo que tem (Mt 13.44). Se amamos o nosso próximo iremos lhe anunciar o maior bem: o evangelho.

Não queremos que algo de ruim aconteça com as pessoas que amamos. A pior coisa que pode acontecer a alguém é perder a sua alma. O próprio Jesus disse que de nada adianta a pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mt 16.26). Todos as pessoas estão condenadas a perder a sua alma, por conta de seus pecados ( Rm 3.23; 6.23). Só há um meio delas escaparem desta condenação: o evangelho de Cristo (Atos 4.12). Foi por isso que Pedro disse que não poderia deixar de falar das coisas que viu e ouviu (Atos 4.20). Se amamos o próximo iremos lhe anunciar o único modo dele escapar da condenação eterna: o evangelho.

Resumindo: quem ama, evangeliza !

sábado, 7 de janeiro de 2012

Em 2012, Missões Urbanas com Responsabilidade Social.

Ontem (06/01/2012) a primeira sexta feira de 2012 saimos na primeira madrugada de evangelismo urbano desse ano que promete uma edificação e crescimento do GEIM. 

Contamos com ajuda de todos pois esse Grupo de Evangelismo Interdenominacional de Missões necessita de pessoas chamadas por Deus para Ir a ruas para pregar a Libertação aos cativos e anunciar o ano aceitavel do Senhor a partir do Espirito Santo que habita em todos nós. Na Manhã do dia 25/12/2011, para a Glória de Deus realizamos a entrega de alimentos a moradores de ruas e realizamos um culto em frente a Biblioteca Publica de Pernambuco onde despertamos para a Responsabilidade Social da Igreja e por isso decidi postar esse texto que fala sobre o Assunto reflita e venha participar conosco em 2012 desse DESAFIO. 

 

A Responsabilidade Social da Igreja

“Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco” Mt 27.24


Hoje, 82% da população brasileira vive na zona urbana, tanto nas grandes cidades como nas pequenas cidades do interior. As condições de vida dos pobres, seja nas cidades grandes, seja nas pequenas, são semelhantes no que se refere à atividade econômica, alimentação etc.



O que cristãos têm a ver com estes números, com as estatísticas alarmantes da pobreza dos centros urbanos? Por que devem os cristãos se envolver com o social?

No final das contas, existem duas atitudes que eles podem adotar com relação ao mundo. Uma é a fuga, outra é o engajamento

“Fugir” significa voltar as costas ao mundo em rejeição, lavar as mãos das coisas do mundo, mesmo sabendo, como Pilatos , que nem assim desaparece a responsabilidade, e endurecer o coração aos agonizantes gritos de socorro. 
“Engajar-se”, por outro lado, significa voltar o rosto para o mundo em compaixão, sujar as mãos, sofrer e gastar-se a serviço deste e sentir no fundo do ser o comovente e incontido amor de Deus.

Viver dentro da igreja em comunhão uns com os outros é mais conveniente do que servir em um ambiente externo apático ou mesmo hostil. 

Ao invés de tentarmos fugir à nossa responsabilidade social precisamos abrir os ouvidos e escutar a voz daquele que conclama seu povo em todo tempo a sair. 

Missão é a nossa resposta humana à divina comissão. É todo um estilo de vida cristão, que tanto inclui evangelismo quanto responsabilidade social, sob a convicção de que Cristo nos envia ao mundo assim como o Pai a ele o enviou.

Por que devem os cristãos se envolver com a responsabilidade social?

1º. O Senhor é Deus tanto da justiça quanto da justificação
    “que faz justiça aos oprimidos; que dá pão aos famintos. O SENHOR solta os encarcerados; o SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos; o SENHOR guarda os estrangeiros; ampara o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios”. Sl 146.79

2º. O Senhor nos envia como o Pai O enviou – Jo 20.21

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” At 10.38


Se a missão cristã é para ser modelada pela missão de Cristo, ela certamente implicará — assim como Ele o fez — penetrarmos no mundo das pessoas. Isto significa entrar no mundo dos seus pensamentos, da sua tragédia e solidão, a fim de compartilhar Cristo com eles lá onde eles estão.

Significa disposição para renunciar a conforto e à segurança de nossa própria formação cultural, a fim de nos doarmos em serviço a indivíduos de outra cultura, de cujas necessidades quem saber jamais tenhamos conhecimento ou experiência. 

3º. Não se deve separar fé de amor
Ao caminharmos pelas Escrituras, podemos ver em todos os apóstolos a mesma ênfase na necessidade de obras de amor.

Tg 2.17,18 – fé sem obras é morta.
1 Jo 3.17 – aquele que tem recursos, deve repartir com quem não tem.
Tt 2.14 – somos um povo zeloso de boas
Ef 2.10 – Fomos criados para boas obras
Gl 5.6 – a única coisa que tem valor é a fé que atua pelo amor

Portanto, temos a surpreendente seqüência de fé, amor e serviço; a verdadeira fé se expressa pelo amor, o verdadeiro amor se revela através do serviço. 

Fé salvadora e amor salvador caminham lado a lado; onde quer que um deles falte faltará também o outro. Nenhum deles pode subsistir sozinho.

Que faremos diante dos desafios da nossa metrópole?  Lavaremos nossas mãos como Pilatos, tentando nos isentar da responsabilidade frente a um mundo não apenas sem salvação, mas sem pão, sem roupas, sem casa, sem esperança? 

Busquemos o equilíbrio bíblico em nossas igrejas – ofereçamos ao mundo perdido o Pão vivo que desceu do céu – JESUS, sem, no entanto nos esquivarmos da ordem de Jesus a multidão faminta – “dai-lhes vos mesmos de comer” (Lc 9).
Bibliografia – Stott, J. R. W. O cristão em um sociedade não cristã.
"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar,
pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!"
1 Coríntios 9:16